Na direção de resultados mais sólidos.
- Michelle Garcia

- 22 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Os últimos dias do ano oferecem ao empresário algo raro em meio à rotina acelerada: a oportunidade de pausar com propósito. Mais do que encerrar um ciclo, esse é o momento ideal para olhar para trás com honestidade, analisar os resultados alcançados, reconhecer acertos, corrigir rotas e, sobretudo, preparar o terreno para decisões mais assertivas no ano que se aproxima.
Fazer uma retrospectiva dos negócios não é um exercício de nostalgia, mas de estratégia. É a partir dela que se identificam gargalos, se avalia a eficiência das escolhas feitas e se compreende quais movimentos trouxeram resultados sólidos e quais demandam ajustes. Esse olhar crítico precisa considerar, inevitavelmente, os cenários político e econômico, pois eles influenciam diretamente o ambiente de negócios, o consumo, as condições de crédito e a segurança para investir, lembrando de que entraremos em um ano eleitoral e independentemente de preferências políticas, é importante considerar o impacto real que isso pode gerar em diversos segmentos.
Definir metas para o próximo ano exige mais do que ambição; requer clareza. Metas bem construídas nascem do equilíbrio entre ousadia e prudência, levando em conta riscos reais, oportunidades emergentes e a sustentabilidade do negócio. Investir em conhecimento, seja por meio de capacitação, atualização de mercado ou troca com outros empreendedores, torna-se um diferencial competitivo essencial para interpretar sinais, antecipar ameaças e agir com inteligência.
Crescer não significa apenas aumentar números ou expandir o espaço físico. A verdadeira expansão também acontece internamente: na maturidade da gestão, na capacidade de tomar decisões conscientes e ter discernimento para entender quando é hora de esperar e quando é preciso avançar. Saber pausar pode ser tão estratégico quanto escolher prosseguir.
Quando Deus chama Abraão para romper com o ambiente conhecido para iniciar algo novo e esse movimento exigiu: fé sem mapa, desapego e confiança no futuro que o Senhor ainda não havia revelado.
“Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que eu te mostrarei.” Gênesis 12:1.
O crescimento de Abraão estava na saída, não na permanência.
Por outro lado, com Isaque foi diferente. Deus mandou ele ficar, mesmo diante de uma situação que, humanamente, justificaria sair. O crescimento de Isaque dependia diretamente em: permanecer, resistir à solução aparentemente segura e confiar que a provisão viria onde ele já estava. Mais adiante, o texto mostra que Isaque prospera justamente naquele lugar, em um contexto adverso.
“E apareceu-lhe o Senhor e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser. Peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei…” Gênesis 26:2–3.
Com este ensinamento, compreendemos claramente que nem todo avanço exige sair, assim como nem toda permanência é estagnação. O erro não está em ir ou ficar, mas em agir sem direção.
Ao aproveitar esse período de transição para refletir, planejar e decidir com intencionalidade, o empresário não apenas se prepara para o novo, mas fortalece as bases para um crescimento consistente, responsável e alinhado com seus objetivos de longo prazo. Sobretudo, invista em relacionamentos mais sólidos e atente-se em seguir a direção certa. O próximo ciclo começa agora, nas escolhas feitas antes mesmo do primeiro dia de um novo ano.
Michelle Garcia
Instagram @michellesgarcia_


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